Pensando Bem; O “Medo”

Por Ronaldo Josino 21/09/2016 - 14:59 hs

Cada eleição municipal há sempre suas particularidades, seus episódios que vão ficando registrado na história.

Em 2000 o puder do dinheiro perdeu para o populismo. Em 2004 foi a vez da humildade vencer a prepotência. Em 2008 a “máquina” venceu a hipocrisia. Em 2012 a “maquina” perdeu para o “teatro”.

Em 2016 o que acontecerá? Quem ganhará para quem? Que qualidades podemos atribuir a ganhadores e perdedores?

Está cedo, logo mais definiremos, mas uma coisa eu sei, tem gente, muita gente com medo.

Medo de quê? Será que é de perder o “peitinho”? Não, não é isso. Será que é de ter que ficar esperando por mais 4 anos pra tentar voltar ao poder? Também não é isso. O medo vai muito mais além do que isso.

O medo do qual me refiro, é de ser isolado, banido da política grossense, deixar de existi para o resto da vida como possível candidato em Grossos, ser esquecido literalmente pela opinião popular.

Os caciques da política grossense estão apavorados, estão se reunindo pelas madrugadas, estão todos se articulando para em um momento de ultimo “tiro”, se juntarem e tentarem impedir que uma nova geração tome posse do poder municipal de Grossos.

Esse é o medo.

Imagine se uma mulher, pequena, simples, casada e mãe de dois filhos indicada pela vontade popular chegar a prefeitura de Grossos! Será o fim dos tempos para esses caciques.

Mas o medo não é pela derrota em si, não é isso. O medo é desta mulher fazer um trabalhado diferenciado, um trabalho que nunca eles fizeram. Esse é o medo.

Imagine essa mulher investindo na educação com reformas em colégios, investindo na preparação dos professores, fazendo uma escola integral e de modelo. Imagine essa mulher equipando nossa saúde ao ponto de ficarmos independente de Mossoró. Imagine nossos jovens voltando a serem artistas com seus diplomas conquistados na própria Casa de Cultura. Imagine o turismo sendo ativado e gerando emprego e renda para o município. Imaginem nossas quadras sendo cobertas e nossos atletas voltando ao auge do futsal. Imagine nosso estádio de futebol com arquibancadas onde as famílias possam se encontrar nos finais de semana, imagine tudo isso e me responda; É esse ou não o medo dos que são ou foram prefeitos?

Sim, feito isso em uma gestão, nomes como os que vemos hoje na política serão naturalmente esquecidos, banidos da política grossense pela própria opinião popular.

Há muito tempo que a população de Grossos não conhece o que é uma gestão voltada para as necessidades de crescimento de um povo.

Entre alguns nomes, Grossos negou oportunidade a nomes como o de Emílio que certamente teria feito uma administração diferenciada e por conseguinte já a parti daí, alguns nomes antes dele provavelmente teriam caído no esquecimento. Mas Grossos preferiu ficar presa a velhos nomes e penar na sua história, caindo no marasmo e estagnando na sua evolução.

Mas uma vez Grossos está diante de uma oportunidade de “ouro”. Vai continuar sofrendo de desleixo, voltar ao passado ou dar um passo rumo ao futuro?

No dia 02 saberemos. Quem vai escolher continuar do jeito que está, dar um passo pra trás ou testar algo novo é o povo.

Mas se uma das duas primeiras opções for a escolha, não vale reclamar depois.

Eu já tenho mais de 40 anos e confesso, não tenho medo do futuro. E se tiver que errar errarei por engano e não por “comodismo”.

Este é o grande medo dos “caciques” da política grossense. O medo do povo conhecer uma gestão que realmente invista no município e no dia que isso acontecer muitos irão acordar e dizer para si mesmo: Quanto tempo perdemos idolatrando e votando nesses velhos nomes!

Como diz o ditado, errar uma vez é engano, duas vezes é coincidência, três vezes é . . ., e Grossos já viveu dois erros.

Acorda Grossos, dê uma chance ao novo, de uma chance ao nosso futuro, ainda da tempo!