Pensando Bem: Quem será o presidente da Câmara Municipal de Grossos no 1º biênio da nova legislatura ( 2017-2018)?

Porém uma coisa é certa, o presidente ou a presidenta será aquele(a) que tiver mais poder de “persuasão”.

Por Ronaldo Josino 20/10/2016 - 01:54 hs

Entre o dito e o que será dito, uma coisa é clara, os vereadores da situação governista só não elege o presidente se não houver claro “entendimento”. Dos nove, 5 foram eleitos pela situação, são eles: Erasmo, Alexandre, Charlinho, Cateca e Gustavo. Número suficiente para eleger qualquer um dos 5 a presidente da Câmara Municipal de Grossos. O problema aqui é que quase todos eles almejam a presidência, isto é, se dizem candidatos.

Para que esse impasse se resolva, basta que um e apenas um consiga ter o status de unanimidade entre eles. Mas quem será essa unanimidade? Erasmo, Charlinho, Gustavo, Cateca ou Alexandre? Eis a questão!

A oposição por outro lado elegeu 4 nomes, foram eles: Ianara, Clorisa, Bruno e João Carlos. Será que um desses pode vir a ser o presidente da Câmara? Quem sabe, é possível, porém vai depender do comportamento da Situação.

Vamos analisar caso a caso e tentar entender um pouco essa disputa que acontece fora dos “olhos” da população..

Antonio Gustavo:

Para este ser presidente sem nenhuma ameaça, tem que ter a garantia dos outros quatro votos da situação, nesse caso os votos de Charlinho (candidato), Erasmo (candidato), Alexandre (candidato) e Cateca que ainda não se pronunciou a respeito do assunto a esse blog.

Ainda em relação a Gustavo este confessou que tem uma “carta na manga” e quando refiro-me a “Carta na manga”, estou falando de voto garantido. No caso aqui, este confessou que conta com um voto da oposição.  Se esse voto for real, as chances são muito boas dele levar a melhor e ser o novo presidente.

E por que Gustavo precisa de um voto da oposição? Por que caso Charlinho não viabilize sua candidatura, há um compromisso entre família e seu voto vai para a Oposição.

Hipoteticamente falando, para que Gustavo seja o presidente, essa “Carta na Manga” deve ser um “Ás”.

Aguardemos então.

No blog o Facho, os vereadores da situação se pronunciaram e segundo declarado ao blog, estão todos falando a mesma língua. Será mesmo? No ultimo contato que tivemos com estes vereadores, a impressão é que estão todos de olho no mesmo objetivo e cada um conversando em particular com cada um.

Charlinho:

Para Charlinho chegar a presidência basta contar com apenas três votos da situação, já que um da oposição, por questões familiares, é certo. O que facilita muito sua situação.

Erasmo:

Erasmo Carlos atual presidente da Câmara está mais na dele, só observando o que vai rolar, mas já participou de reuniões e com certeza está só esperando uma brecha para fazer o seu pronunciamento.

Se este souber conter os ânimos dos vereadores da situação a “disputa” está terminada e a reeleição a presidente está encerrada, até por que, este deve contar com o apoio dos atuais prefeitos de Grossos, também por questões familiares e no caso aqui, também por questões de confiança, já que o vereador Erasmo, faça chuva faça sol, é um dos maiores defensores dessa administração.

Alexandre Paiva:

Se Alexandre Paiva seguir os passos do pai - o ex-presidente Laire - não há nenhuma dúvida que é candidato a presidente e com um detalhe, se Alexandre aprender rápido as artimanhas da política com o pai, esse será um forte concorrente a cadeira de presidente. Com certeza este não deve está só contando com os votos da situação, assim como Gustavo, este deve ter uma “carta na manga” e se conheço Laíres, talvez tenha até duas.

Se alguém tem dúvida do puder de articulação de Laíres, basta se perguntar: Onde é que os vereadores da situação estão fazendo reuniões? Claro, na casa dele.

Aguardemos.

Bruno Gomes

Bruno Gomes tem chances reais de ser presidente, para isso basta contar com o apoio dos três votos da oposição e de um da situação. No caso deste ultimo voto, basta que Charlinho não consiga viabilizar sua candidatura.

A aposta aqui é que os vereadores da situação não cheguem a um consenso, isto é, não escolham Charlinho, se caso isso acontecer, as reais chances de Bruno aumentam e se os vereadores da oposição se mantiverem unidos, já que não tem nada a perder, as chances de Bruno chegam a 100%.  

Aguardemos.

Clorisa de Johnson.

Esta também tem chances de ser presidente, para isso acontecer basta conseguir um voto da situação. Caso isso ocorra, uma boa conversa entre esta e Bruno - o que a priori não é difícil - e todo se resolve.

João Carlos.

Apesar de novo e inexperiente na política, deve está sendo muito sondado pelos vereadores tanto da situação quanto dos da própria oposição.

O interessante aqui é que nessas sondas de ida e vinda, este está ouvindo, aprendendo e sentindo sua importância. Se esse também conseguir um voto da situação, o que não é nada fácil, também poderá colocar seu nome como candidato. Mas o esperado é que este continue onde foi eleito, isto é, na oposição.

Cateca

Cateca já teve um mandado e sendo assim, deve ter experiências sobrando para ficar só na espreita dessas articulações. Caso ninguém chegue a um consenso, ele pode muito bem ser o nome salvador entre os vereadores situacionista, já que não é contra a nenhum nome e, claro, espera que ninguém seja contra ao seu nome, simples assim.

No entanto, para este chegar a presidência, deve também ter uma “carta na manga”, já que um dos votos da situação (se acontecer essa indecisão) já está comprometido com um da oposição.

E se nada disso acontecer, então o presidente será mesmo uma mulher, no caso Ianara. Como? Pelas mesmas razões de Bruno, Clorisa e João Carlos, isto é, basta conseguir um voto da situação e entrar em comum acordo com os outros oposicionistas.

Porém uma coisa é certa, o presidente ou a presidenta será aquele(a) que tiver mais poder de “persuasão”.

Para encerrar, só um detalhe, tudo isso pode acontecer se e somente se os gestores não se envolverem e deixarem essa disputa correr solta sem nenhuma intervenção do poder executivo.

Caso os gestores entrem em campo impondo um “escolhido”, só não conseguirá faze-lo presidente se este nome não for bem vindo entre os oposicionistas, pois estes últimos em ato de protesto pode muito bem se reunir e agir exatamente como em 2012.

Afinal, já dizia Emílio, existe um “Coringa”!