“Esse já era, não dará mais trabalho”! Disse um “popular’’

Por Ronaldo Josino 23/10/2016 - 09:47 hs

Muitas vezes falamos o que não devemos, as vezes damos lugar a emoção invés da razão e o resultado são expressões como essa.

Ia saindo da Câmara Municipal logo após terminada as sessões (foram duas sessões) quando um “popular” na minha frente que também caminhava em direção a saída disse para outro a sua frente; “Esse já era, não dará mais trabalho”.

Não sei se foi sorte ou azar, mas quando o popular percebeu a minha presença, teve um susto, mas já era tarde, palavra dita é como pedra jogada, nem uma ou outra retorna ao dono.

Sabemos que ter contas rejeitadas é uma grande dor de cabeça para qualquer político, mas daí dizer que é o fim de sua carreira política, acredito ser uma conclusão muito presunçosa e, claro, precipitada.  E não é preciso ir a Mossoró, Areia Branca, Tibau ou outras cidades para perceber que não é bem assim, Grossos é um exemplo típico do caso, basta olhar para os “lados” que vai perceber que a maioria dos nossos representantes teve ou tem problemas com a justiça e continuam atuantes na política grossense.

Então é o fim político de Veronilde, “já era”? Não. Mesmo entendendo que Veronilde cometeu dois equívocos nas duas ultimas eleições, este continua sendo uma das maiores, se não a maior liderança – com ressalvas - da oposição.

Por outro lado a rejeição das contas do ex-prefeito Veronilde Caetano no meu ponto de vista foi injusta e, até certo ponto, desnecessária.

Injusta pelo fato de parecer que a decisão já estava tomada. Ora, o ex-prefeito fez sua defesa baseada em argumentos acompanhados de documentos, extratos, fotos, números e fatos comprovando sua idoneidade no processo e depois de todas as apresentações documentadas da defesa,  os nobres (04) abstiveram-se da votação prejudicando o ex-prefeito. Repito, para quem presenciou a sessão e prestou atenção nos detalhes, deu a entender que a defesa do ex-prefeito saiu ao “vento”, a decisão já estava tomada antes mesmo do ex-prefeito adentrar à Câmara.

Desnecessário pelo fato do ex-prefeito vim de uma derrota nas eleições, aliás, duas sequencias de derrotas (2012 e 2016) e consequentemente aliado a essas derrotas, o desgaste e prejuízos tanto políticos como financeiros, coisa que pesa muito para quem não está no poder.

Para mim, Veronilde deve ao colocar a cabeça no travesseiro, repensar sua postura política e iniciar uma nova fase, sendo que agora como conciliador e não como um daqueles  que puxa uma ponta de corda proporcionando “um cabo de guerra”.

Quanto aos nobres vereadores, que parecem que nem ouviram a justificativa do ex-prefeito, só lamento por tão marota decisão. Dos 4, 2 não se reelegeram e ao fim de seus mandatos, mesmo diante de requerimentos e projetos que tenham realizados nesses quatro anos, pelo menos para mais de 4 mil eleitores ficarão marcado por essa decisão, se foi uma decisão acertada ou não, o tempo dirá.

O certo é que Grossos, uma cidade tão pequena, onde há somente um hospital, uma casa lotérica, uma agência de correios, um caixa eletrônico, . . .,  e praticamente todo mundo conhece todo mundo, a qualquer momento estamos nos esbarrando e por conseguinte, precisando um do outro, além de quê na política existe aquela velha frase; hoje somos adversários, mas amanhã poderemos ser, . . .

Alguns dizem que política é só momento, eu digo que política é coisa séria e que deve existir planejamento. Existe sim a política de momento, que é justamente aquela relativa aos 45 dias eleitorais, mas para se chegar “bem” a esse momento, deve se ter um planejamento.

Pensando Bem e por fim, eu não vou afirmar que a rejeição das contas do ex-prefeito foi planejada minuciosamente pela atual situação, posso apenas dizer que foi reprovada por esta. Nesse caso um alerta, somem os acertos ou aprendam a lidar com os erros. Para aquele que disse que o ex-prefeito já era, digo-lhe apenas uma frase: O ex-prefeito não “morreu”.

Veremos mais adiante!