Pensando Bem; Uma polêmica misturada à hipocrisia!

Por Ronaldo Josino 16/02/2017 - 16:57 hs

Nos últimos dias tenho presenciado uma série de críticas – a maioria desconstrutivas – a nova fase da Escola Estadual Coronel Solon. Essas críticas foram divulgadas nas redes sociais, tanto no WhatsApp, quanto no Facebook.

As críticas são na sua maioria diretamente dirigidas ao novo diretor, o senhor Fábio Lima, que com muito empenho, de ante mão alerto, o que ele está propondo nada mais é que uma valorização da Instituição.

Ao propor fardamento incondicional para alunos e funcionários está errado? Se sim, por quê?

Qual é a instituição que não usa fardamento obrigatório. Nas agências bancárias, nas agências de correios, . . . , nas Salinas Sosal, Vitasal, Salinor, F. Souto, . . ., qual? Ora, até para trabalhar como gari há a necessidade de fardamento – uniforme, luvas, máscara respiratória, chapéu com abas atrás (semelhante ao que o pescador usa), botina de segurança e até protetor auricular – claro, a exceção é Grossos devido ao tradicional mau-costume, mas em outra cidade ou instituição, não é só necessário, mas obrigatório.  

Ao propor que eu, como funcionário, cumpra meu horário de expediente está errado? Se sim, por quê?

Ora ao prestar um concurso, seja ele qual for, há o horário que deves cumprir como funcionário. Nem mais e nem menos, cumprir o horário no qual você está sendo pago é o mínimo. Simples assim.

Essas duas medidas, tão sólidas em outras repartições públicas sérias ou privadas, estão sendo criticadas. Parece até brincadeira, mas é justamente isso.

Qual aluno ou aluna não tem as mínimas condições de adquirir uma camisa da farda? Se provar que não tem, eu ajudo ou adquiro ajuda para comprar.

No mais, eu entendo a maioria dessas críticas e digo com todas as letras, o problema destas críticas é tão somente os maus-costumes que estão enraizados na cultura grossense.

Na escola já vi aluno quebrar carteira, lâmpadas e até janela, vi aluno xingar outro, falar palavrões, perturbar a aula do professor. Aluno extremamente mal educado.

Mas também vi esse mesmo aluno em uma fila de uma agência bancária aguardando calmamente e educadamente a sua vez. Por que será? Mau-costume é uma das respostas. Lá as regras são flexíveis, aqui você é punido rigorosamente.

O diretor Fábio Lima está no caminho certo, não está querendo mais do que cada um pode dar. Não existe de forma nenhuma autoritarismo e sim, normas e normas são para serem cumpridas.

Os pais aprovaram, a escola aprovou, os alunos aprovaram, então discutir o quê? Quer criticar, critique os pais que não se opuseram as novas normas.

Existe um e outro insatisfeito? Sim, existe, mas e aí, é ou não é a maioria que conta?

Para encerrar quero apenas lembrar um detalhe, todas essas normas já existiam, apenas não eram cumpridas. Ir para escola de chinelo, camisa regata ou blusa decotada, de boné com a aba pra trás, de calção, bermuda ou saia curta, não é sinônimo de democracia nem de povo carente, é de relaxo ou no mais, mau-costume mesmo.

Então criticar alguém por está tentando fazer a coisa certa, no meu modo de ver, é hipocrisia. Ora, se pensar “direitinho”, o que a direção está tentando fazer é tão somente valorizar a instituição, os funcionários e consequentemente, seus alunos.

Por fim, o diretor Fábio Lima está travando uma grande luta, não contra o preconceito, o funcionário, o aluno ou contra a própria instituição, nada disso. Sua luta é contra os maus-costumes enraizados desde longas datas na sociedade grossense.

A essas alturas dos acontecimentos o diretor Fábio deve está pasmo diante da descoberta, ele já deve ter percebido que em Grossos querer fazer a coisa certa parece ser o caminho errado.

Pensando Bem, Grossos teima em não querer evoluir.