Assaltantes abandonam motos, somem e se comparam a ‘homem de sebo’.

Por Ronaldo Costa Josino 09/10/2021 - 10:05 hs

Assaltantes abandonam motos, somem e se comparam a ‘homem de sebo’.
Foto do WhatsApp (uma das duas motos tomadas de assalto nesta sexta 08)

Alguns anos atrás a cidade de Grossos viveu algumas noites de muito corre corre e intranquilidade.

Bastava a noite cair – por volta das 18 hs – que começava o alvoroço das pessoas. Era o tal de “homem de sebo” que entrava nos quintais das casas só para “brechar” as mulheres.

Fosse nas brechas das janelas, portas ou até mesmo destelhando casas.

O objetivo do tal homem de sebo era somente espionar as mulheres quando estas tivesse tomando banho, por exemplo, ou em seus quartos privados. Em alguns casos, o homem de sebo ainda deixava um recadinho dizendo onde iria brechar na noite seguinte.

O apelido “homem de sebo” era devido a agilidade que o meliante tinha em “sumir” entre as cercas e muros. Não tinha quem pegasse. Em algumas dessas noites que para uns era até divertido, o tal homem de sebo ficava horas e horas dando “melada” nos populares e na polícia.

Após o registro e o chamado de polícia, a coisa se acalmava e não havendo prisão, o dia seguinte prometia.

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Após os assaltos de ontem – coisa que já virou rotina no município de Grossos – os meliantes abandonaram as duas motos tomadas de assalto e estas foram encontradas posteriormente pela polícia local.

No entanto, como o homem de sebo de alguns anos atrás, os meliantes – no caso eram três – sumiram sem vestígio.

Pode isso “Arnaldo”?

Se pode ou não, não sei, só sei uma coisa, a regra é clara. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, ou seja já deveria ter furado. Entende.

Bom, mas voltando a questão. Eles chegam por essas bandas de mansinho, aguardam o começo da noite e atacam sem ninguém perceber.

Em outros tempos – não “tão, tão distante” – quando se ouvia falar que tinha gente desconhecida na cidade a polícia de forma ostensiva e respeitosa averiguava a procedência. Tudo dentro da lei. No caso a polícia seguia aquele velho ditado: Se você é do bem, não há nenhum problema em ser revistado. É ou não é?

Enfim, os “homens de sebos” parecem estarem de volta, Fazem seus assaltos, somem na noite e dão “melada” na polícia.

A diferença é que hoje eles estão tomando motos, celulares e deixando a população em pânico.

Aguardemos o próximo capítulo para ver quem se sairá bem na foto: Os homens de sebos ou a polícia.