Pensando Bem - "O bom é a cachorrada". Disse o prefeito.

Por Ronaldo Costa Josino 14/05/2018 - 14:59 hs

 

A tradicional festa das mães realizada pela prefeitura de Grossos esse ano teve o que falar, principalmente em um de seus discursos. Presenciamos os discursos de Afrânio, João Denhon e do Prefeito José Maurício.

Antes de mais nada é bom que se registre, a festa desse ano foi a menor festa dos últimos seis anos realizada pela prefeitura para as mães e o discurso do prefeito José Maurício deixou alguns com uma sensação de está no lugar errado, inclusive alguns do próprio governo.

Antes de falar do discurso, é preciso dizer primeiramente que a tradicional homenagem das mães realizada pela prefeitura é algo positivo, justo e aguardado todos os anos e por assim ser, deveria ser sempre uma festa melhor que a outra e não o contrário.

Voltando aos discursos, antes do discurso do prefeito, presenciamos os discursos de João e Afrânio e nestes nada de mais, a referência ao dia da mãe foi justa e dentro do esperado, afinal estamos tratando de um dia especial, dia das mães. Mas aí veio a chamada impar do locutor Carlos Maurício anunciando o próximo orador, no caso o prefeito.

O prefeito iniciou falando da importância do dia. No meio do discurso, o prefeito sem "querer querendo" percebeu que aquela festa nesses últimos seis anos era a menor e tentou remediar e foi aí que o bicho pegou.

Disse que a festa era uma das melhores por que essa ele ficava mais próximo ao povo – se referindo ao mini palanque – as outras eram palanques maiores e mais altos. E quando se pensava que ele ia encerrar o discurso, saiu a frase: “O bom é no meio da cachorrada”! Disse.

A frase dita se referiu a está no meio do povo, já que no próximo ano o prefeito sugeriu não fazer palanque e sim ficar no meio do povo, inclusive com os presentes.

Claro que o prefeito não teve a intensão de chamar o povo de cachorro, canalha, mal feitor, molecas, desordeiros e entre outros sinônimos para a palavra cachorrada. Acredito que a frase – que inclusive é usada pelas pessoas no dia a dia - foi algo espontâneo e sem a menor maldade, mas como diz o ditado, palavra dita é pedra jogada.

O fato nos lembra duma palavra dita por um apresentador do programa Grossos em Debate, que também sem a menor maldade e de forma espontânea levado pela emoção chamou alguns vereadores de bandidos.

Depois de dita a palavra, o apresentador pediu desculpas e mesmo implorando perdão, foi alvo de repúdio e muitas críticas, chegando até a sofrer ameaças de processo.

Em fim, na minha compreensão tanto a frase do prefeito, quanto a palavra do apresentador foram algo espontâneos, sem a verdadeira maldade ou intensão de referir-se ao verdadeiro significado da palavra.

E se a palavra do apresentador houve repúdio por parte de alguns e até um senso de hipocrisia acima da média, vamos ver se vai haver a mesma sensibilidade para a palavra proferida pelo prefeito.

Aguardemos então para ver se a “balança da Justiça grossense” é capenga ou vive em equilíbrio.