Emilio Oliveira responde a charge do blog O Jaquê.

Por Ronaldo Costa Josino 07/08/2018 - 23:40 hs

Nesta segunda-feira (06) o blog O Jaquê postou uma charge com o título "Enquanto isso nas pirâmides do Faraó, . . . Todas as múmias saem. Veja aqui: O Jaquê.

A charge tem tom de humor e crítica, no entanto devido as referências aos personagem "pinto", "frango" e "galo", o senhor Emílio Oliveira, sentindo atingido, escreveu ao Diário de Grossos.

O povo que é sábio sempre diz: Só se atiram pedras em árvores que botam frutos!

Primeiramente, gostaria de esclarecer que não é o meu objetivo aqui apenas defender a minha família sobre algumas críticas pejorativas que o criativo Blog O JAQUÊ, de um novo grupo político que está se formando no município e visando participar da próxima disputa pela prefeitura em 2.020, mas, primeiramente defender a verdade dos fatos. Esse grupo, pelo que me consta, administrativamente ainda faz parte do grupo político do prefeito e seu irmão. Agora, porém, mudou de ideia e começou a fazer oposição ao grupo a quem coadjuvava e servia, desde o primeiro mandato dessa administração.

O motivo da dissidência eu confesso que não sei, porém desconfio, e por apenas desconfiar e não ter certeza é que me omito de dar uma opinião mais abalizada a esse respeito. Confesso que ao perceber na Internet a criação do O JAQUÊ me senti realmente feliz, até porque, tudo quanto contribuir para o progresso cultural de minha cidade eu torço e, se possível, ajudo e aplaudo. E mesmo não concordando totalmente com a contundência e a mordacidade como os assuntos e as críticas estavam sendo tratados, era o que vinha fazendo.

De minha parte, sempre respeitei a forma como cada um se posiciona na vida, porque isso é democracia e a democracia precisa ser não somente buscada por todos, mas também respeitada e consolidada em nosso país. Todavia, fosse eu o responsável pelo O JAQUÊ, a primeira coisa que teria feito antes de frontalmente me opor ao grupo político que compartilhou comigo uma secretaria e, portanto, o poder, era pedir demissão dos cargos que me foram repassados e aí então eu me sentiria livre para fazer o meu trabalho de opositor.

Todavia, eu compreendo a situação de cada um dos componentes desse grupo e gostaria de adverti-los dizendo que tenham um pouco mais de cuidado com essa virulenta ação política da parte de vocês porque o povo pode inclusive está interpretando que essa insatisfação tão veementemente demonstrada no O JAQUÊ, pode ser o fruto de reivindicações ou mesmo promessas feitas e não cumpridas e, no caso do seu cumprimento, tudo pode voltar a normalidade do passado, fato que poderá sinalizar no futuro uma certa perda de credibilidade.

Feitas essas considerações iniciais, gostaria de dizer que eu pessoalmente nunca me senti um antigo espírito dos políticos do mal, até porque a minha família, mesmo com os nossos inconsequentes desentendimentos do passado, apresenta a maior folha de serviços já prestados a essa terra, desde a sua emancipação nos idos do ano de 1953, até o presente momento em que estamos tratando desse assunto. Senão, vejamos:

a) O meu pai, Raimundo Gonçalves de Oliveira, o Galo, que, felizmente, talvez por já está morto não foi também mumificado no O JAQUÊ, foi prefeito dessa cidade por dois mandatos e durante onze anos dirigiu os destinos de seu povo sofrido. Durante esse período ele basicamente construiu uma cidade que, antes dele, nem existia. Para quem não sabe que fique sabendo: ele construiu uma nova Posteação dupla com a respectiva nova fiação da cidade, a praça municipal, a praça de coqueiros, o cemitério da Cidade, e o de Gangorra, a Usina Elétrica, a Câmara Municipal, a Prefeitura Municipal, o Trapiche de embarque de passageiros, duas vezes construiu o Cais da Barra, Alinhou e criou novas ruas na Cidade, Calçou a Carago a Avenida Coronel Solon desde Chico da farmácia até a antiga casa de seu Artur Barbosa onde hoje é Neto de Chicana, Reconstruiu a Escola Coronel Solon, reconstruiu o Centro Municipal de Educação que estava praticamente destruído, comprou a terra e fez o campo de futebol que mais tarde foi amurado e concluído pelo ex-prefeito Railton, construiu o Clube Alvarenga, o Matadouro público, construiu uma escola em Gado Bravo, um Cacimbão para abastecimento d’água em Tibau, doou quatrocentos lotes de terra na Vila do Tibau para incrementar o seu processo de urbanização, fato que mais tarde contribuiu para a sua emancipação política, construiu a Maternidade da cidade e trouxe dois médicos para residir e trabalhar na cidade, construiu a estrada de Areias Alvas e o seu primeiro Posto de Saúde, construiu os atuais canteiros da Avenida Coronel  Solon, após ter conseguido o seu asfaltamento como o governo do estado, aproveitando a minha ideia e ajuda criou a Escola de Segundo Grau Professor Manoel Hermínio da Silva que foi a melhor escola que essa terra já possuiu, gastou com a saúde do povo da cidade e da zona rural pagando operações e tratamentos caros, foi um Prefeito de autoridade que defendia com a própria vida se necessário fosse os interesses maiores do município e fechou com chave de ouro as suas duas administrações quando doou 186 salinas no Boi Morto aos pobres dessa cidade, fato que o levou a brigar e ganhar na justiça como os maiores produtores de sal da região que mesmo tendo desempregado o povo com a mecanização das salinas, não queria que ele fosse ajudada a sobreviver dignamente.

b) Quanto ao meu Irmão Duquinha, o Pinto, esse foi outro que prestou um grande serviço a essa terra com a sua principal obra que foi a construção da Prainha, do acesso com mão dupla desde a cidade até o ancoradouro das Balsas, do calçamento de parte significativa da cidade e de suas comunidades, da estrada de Tibau que se ligou pelo litoral com as Comunidades de Barra, Pernambuquinho e Alagamar, construção da praça do moinho holandês e da comunidade de Barra e também do seu cemitério, reconstrução da Praça de Coqueiros, das feiras que deu ao povo durante tanto tempo e, além de ajuda financeira a quase toda a população da cidade e da zona rural, do empedramento dos canteiros da Coronel Solon, da construção do muro do Cemitério novo e da reconstrução do cemitério velho, da ajuda com cirurgias e medicamentos a pessoas doentes e outros feitos de sua administração que eu confesso que não acompanhei como as de meu pai.

c) Quanto ao Frango, que sou eu, gostaria de dizer que diferentemente de meu pai e meu irmão que foram prefeitos da cidade cada um por dois mandatos eu também tentei, mas não consegui e se tivesse sido também teria feito igualmente aos dois por essa cidade que nos viu nascer, crescer, viver e vai no ver morrer e nos enterrar no seu sagrado solo. Mas, mesmo assim, não tendo sido prefeito, sempre fui um idealizador de coisas grandiosas para a minha cidade. Ajudei ao meu pai nas suas duas administrações, fui professor de matemática e ciências físicas e biológicas dessa cidade por oito anos consecutivos, idealizei e fundei como Secretário de Educação do Município a melhor Escola que essa cidade já possuiu que foi a Escola de 2° Grau Professor Manoel Hermínio da Silva, além de ter sido sempre um idealizador e lutador das grandes obras que se tivessem sido buscadas e concretizadas, alavancariam o nosso processo de desenvolvimento econômico e social. A luta pela construção da ponte através da execução de projetos de viabilidade econômica e social para toda essa região da Costa Branca, a Luta pela reativação e reconstrução do nosso antigo Porto Franco, que já foi o 5° maior Porto brasileiro em volume de carga e que se reativado daria emprego e renda a mais de quinhentos irmãos nossos aqui dessa cidade. E, enquanto vivo estiver, sempre estarei à frente de todo e qualquer movimento que signifique o desenvolvimento de minha cidade.

Portanto, eu e minha família não somos e nem tampouco nos sentimos antigos espíritos de políticos do mal que se transformaram em múmias vivas ou caveiras carcomidas pelo tempo para explorar a nossa cidade não. Meu pai saiu da prefeitura no primeiro mandato e foi trabalhar de pedreiro e carpinteiro naval para dar de comer a nós, sua família. No segundo mandato, saiu com seis vacas de leite que com o seu salario daria para comprar e com a separação dividiu com a minha mãe e foi residir em Areia Branca, onde instalou uma pequena padaria para sobreviver. Quando faleceu, somente tinha dele mesmo o próprio túmulo que  andou construir e que foi pago antes dele morrer com o dinheiro que recebeu porque foi soldado da borracha na segunda guerra mundial. Até mesmo o enterro dele fomos nós que seus filhos que pagamos.

Quanto a Duquinha, eu não sei precisar qual era o seu patrimônio após sair da prefeitura, mas sei que atualmente ele está sobrevivendo com uma aposentadoria que há muito custo conseguiu viabilizar. E eu, graças a Deus e também a minha consciência que certamente foi ele quem deu – de minhas mãos jamais exalou cheiro nenhum do azinhavre do dinheiro do povo, porque ele Deus, sempre me deu vergonha na cara, saúde e inteligência suficiente para batalhar e sobreviver condignamente sem precisar indevidamente me apropriar dos sagrados recursos de minha cidade e de seu povo carente.

Muitas pessoas nem desconfiam o motivo porque eu resolvi abandonar a política partidária pela qual me sentia vocacionado em razão da oportunidade de poder ajudar a minha ainda tão atrasada cidade. Eu o fiz porque infelizmente percebi que - para ter sucesso nessa atividade que antigamente era tão nobre -, você precisa entrar num jogo sujo de traição e mentiras, onde as lideranças de uma forma cínica e despudorada brincam com os sonhos e as esperanças de seus correligionários e amigos prometendo coisas impossíveis que jamais poderão ser atendidas.

Se eu por acaso pertencesse ao grupo politico de vocês, ao invés de estarem procurando agora me satanizar com essas maldosas comparações, eu os estaria aconselhando a me respeitassem mais, pois ninguém sabe quem estará vivo em 2.020, quanto mais quem será o futuro candidato a prefeito com viabilidade de se eleger realmente. Só garanto uma coisa, eu é que não serei. Porém, tenho uma sobrinha que não é tão gordinha como vocês a retrataram e é uma pessoa praticamente sem rejeição e que diferentemente de vocês nunca crítica quem quer que seja que fale dela ou de sua família. Pelo menos, nesse item, ela tem se mostrado bem mais inteligente politicamente que vocês, visto que política, conforme já dizia o grande mestre Maquiavel, é a arte de agregar e não de desagregar e continuo achando que ele tinha e ainda tem razão.

Jamais eu me julguei maior ou melhor que ninguém especificamente, mas, já estando na estrada da vida mais para eternidade do que para a continuidade dessa vida atual, partirei daqui com a consciência tranquila de quem jamais enganou a ninguém. Por fim, aconselho aos nobres e admiráveis amigos e também críticos de minha ação social e política e também a de minha família e de outras famílias dessa cidade, que sem nenhuma espécie de mágoa ou ressentimento de minha parte, primeiramente digam ao povo enganado e explorado o que realmente vocês fizeram ou estão fazendo de positivo para ele e sem nenhum interesse pessoal que não seja o de realmente ajudá-lo na sua tão difícil caminhada em busca de sua dignidade até o presente momento contundentemente negada.

Emílio, o Frango.