Audiência pública debate políticas públicas em prol da psicomotricidade relacional e autismo.

"A psicomotricidade é uma metodologia francesa que trabalha, através do corpo, as questões internas e externas comportamentais limites, a questão de pessoas que tem deficiência com concentração, trabalhando de forma preventiva e terapêutica", explicou Clorisa Linhares, vereadora da cidade de Grossos (RN).

Por Ronaldo Costa Josino 07/12/2018 - 23:27 hs

A Câmara Municipal de Natal, através da propositura do vereador Klaus Araújo (SD), realizou, nesta sexta-feira (07), audiência pública para debater  políticas públicas em prol da psicomotricidade relacional e autismo. Com o objetivo de atuar nos aspectos do comportamento, socialização e aprendizagem, tais como: agressividade, isolamento, medos, hiperatividade, criatividade, entre outros, a psicomotricidade é uma ferramenta de intervenção terapêutica e preventiva que oferece à criança e ao adolescente um espaço de liberdade, autenticidade e legitimação de sentimentos. 

"A psicomotricidade é uma metodologia francesa que trabalha, através do corpo, as questões internas e externas comportamentais limites, a questão de pessoas que tem deficiência com concentração, trabalhando de forma preventiva e terapêutica", explicou Clorisa Linhares, vereadora da cidade de Grossos (RN). 

Clorisa indagou que  é  preciso trabalhar para que a psicomotricidade chegue nas escolas já na forma preventiva. "As pessoas estão adoecendo porque os grandes males que assolam a sociedade passam pelo lado emocional, relacional, por isso o  ideal é implantar essa metodologia nas escolas de forma preventiva porque é na escola, é na infância que tudo começa a se desenvolver, a infância é  a fase mais importante e a psicomotricidade é uma metodologia capaz de transformar a realidade", disse a vereadora.  

O vereador Klaus Araújo destacou  a importância da audiência para que a sociedade conheça a síndrome do Transtorno do Espectro Autista ( TEA), assim como para debater a criação de políticas públicas em prol das pessoas com TEA. "Não podemos vir aqui e apenas só falar sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com autismo, as barreiras enfrentadas diariamente pelas famílias, mas também, tirar as ações do papel e colocá-las em prática, e é o que faremos através dessa audiência pública", afirmou o vereador. 

A coordenadora do CAPS-I, Liliane Monteiro, comentou que não existem políticas públicas eficientes para a demanda de autistas no município e no estado. "Não há estrutura para atender a demanda. Nós temos apenas um Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS-I) para todo o município. E, além da falta de estrutura, não há políticas de inclusão social e nem capacitação para os professores ensinarem alunos com TEA", disse Liliane, mãe de um autista. 

Maria Ilma de Oliveira, assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, reconheceu que a capacitação dos professores ainda está longe do ideal, mas a SME está investindo nos projetos de preparação para a educação especial. "As crianças com Transtorno do Espectro Autista merecem ser incluídas e acolhidas com as suas singularidades nas escolas, e para isso precisamos capacitar e aperfeiçoar os professores. A Secretaria de Educação vem buscando essa habilitação, esse investimento na estrutura e na melhora da educação especial para que os alunos nãos só permaneçam em sala de aula, mas também, para que eles aprendam e se tornem um bom cidadão", concluiu Maria Ilma.

O vereador Klaus Araújo encaminhou emenda para ser votada em plenário para a construção do Centro Especializado de Reabilitação. O CER é um centro com serviços de qualidade assistencial em reabilitação que atendem pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual.