Partidos devem favorecer caciques e repetir modelo do laranjal no rateio do fundão

Com verba de R$ 2 bi, só 4 de 24 legendas falam em aperfeiçoar processos de escolha e condução das candidaturas femininas

Por Ronaldo Costa Josino 19/01/2020 - 10:05 hs

Amparados nas frouxas regras eleitorais criadas por eles próprios, os partidos políticos indicam que repetirão nas eleições municipais de outubro o modelo usado em 2018 para a aplicação do dinheiro público reservado para as campanhas.

Em linhas gerais, os R$ 2,035 bilhões do fundo eleitoral, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro na sexta-feira (17), serão distribuídos com base em duas diretrizes.

A primeira é a vontade das executivas das 33 legendas. O grupo restrito de dirigentes partidários tem poder absoluto, pela lei, de definir quem dos possivelmente quase 500 mil candidatos receberá o dinheiro público e em qual quantidade. 

A segunda é a exigência, também legal, de direcionar ao menos 30% da verba (R$ 610 milhões) para candidatas. Embora sejam 51% da população, as mulheres ocupam só 14% das cadeiras do Congresso

A regra foi criada para estimular a participação feminina na política. Porém ela está no centro do escândalo de desvio de recursos por meio das candidaturas laranjas, criadas apenas para desviar o dinheiro para outros candidatos. (A Folha)

Nota do D.G – O Fundo Partidário nada mais é que um investimento do dinheiro do povo para eleger corruptos de estimação para o povo, dado aí algumas raras exceções.