Seap e Prefeitura de Apodi firmam convênio para presos limparem espaços públicos

O secretário da Seap, Pedro Florêncio, explica que o convênio tem validade de um ano a partir do dia 1º de fevereiro de 2020. Os cinco voluntários cumpriram um sexto da pena e são classificados como de bom comportamento. A cada três dias de serviços, eles terão um dia de pena remido.

Por Ronaldo Costa Josino 31/01/2020 - 00:10 hs

A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) e a Prefeitura de Apodi firmaram convênio para que cinco apenados do Centro de Detenção realizem de forma voluntária e supervisionada por policiais penais a limpeza de espaços públicos. O serviço vai começar pelos pontos turísticos da cidade, como o Lajedo Soledade e a Barragem de Santa Cruz. Parte do plástico recolhido será reciclado para utilização no projeto de fábrica de vassouras da unidade penal.

O secretário da Seap, Pedro Florêncio, explica que o convênio tem validade de um ano a partir do dia 1º de fevereiro de 2020. Os cinco voluntários cumpriram um sexto da pena e são classificados como de bom comportamento. A cada três dias de serviços, eles terão um dia de pena remido.

“Em Apodi sempre tivemos atividades de ressocialização dos internos. E agora vamos avançar mais com a utilização de mão de obra dos custodiados para a limpeza de locais públicos e pontos turísticos. Essa é uma forma do preso se sentir útil, valorizado e dar um retorno a sociedade”, disse o secretário.

O prefeito de Apodi, Alan Jefferson, esclarece que no primeiro momento serão feitas limpezas detalhadas na Barragem de Santa Cruz, calçadão e balneário da Lagoa de Apodi e no Lajedo Soledade. “Apodi é pioneira nesse projeto e tenho certeza que todos saem ganhando”, falou o prefeito. A Prefeitura vai fornecer todos os equipamentos de proteção individual para os apenados e está coordenando as ações através da Secretaria de Urbanismo.

Em visita a Apodi, o secretário Pedro Florêncio esteve reunido com o juiz 2ª Vara, Antonio Borja, para explicar detalhes do projeto e as ações da Seap para levar educação, trabalho e profissionalização ao sistema penal como forma de ressocialização. O magistrado destacou que a reincidência é menor quando o apenado participa de alguma atividade de ressocialização. “O ócio na cadeia é um grande problema”, constatou.

As garrafas PET e plástico recolhidos serão utilizados pelos detentos no projeto “Reciclando Vidas” para a fabricação de vassouras artesanais. O Centro de Detenção de Apodi abriga atualmente 76 apenados.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA FEMURN