Dor e revolta marcaram o sepultamento do jovem Márcio.

Por Ronaldo Costa Josino 25/02/2020 - 20:42 hs

Na tarde desta terça-feira (25) muitas lamentações de familiares, parentes e amigos pela perca repentina do jovem Márcio Freire, 24 anos, assassinado em uma das festas carnavalesca na cidade de Areia Branca na noite de segunda-feira (24).

Além das lamentações, um sentimento de revolta por parte de todos que acompanharam o sepultamento.

O jovem Márcio, de família humilde e que víamos comumente se dedicando a fazer sua própria renda com “bicos” aqui e ali, sempre alegre, brincalhão e sempre disposto a ajudar quem quer que fosse, foi covardemente, por razões banais, assassinado.

A revolta de todos os grossenses não está só no fato da vítima ser de Grossos, ser jovem, trabalhador, com toda uma vida pela frente, não, não está só nisso.

A revolta também está no fato do motivo pelo qual foi-lhe tirada a vida. Um motivo sem sentido, o que mostra o quanto reina a intolerância.

Passar e sem querer encostar no outro, bater o ombro com ombro, barroar, . . ., essas coisas eram a alguns anos atrás normais e um pedido de desculpa valia um abraço. Hoje, uma bala.

Imagine se hoje em uma festa você chegar a pisar no pé de alguém!

O mínimo agora, mesmo sabendo que o mínimo não vai trazer o jovem Márcio de volta, é que a justiça dos homens prevaleça e que punam o infrator dentro do Código Penal artigo 121, para que essa tal de intolerância descabida seja minimizada com a sensação de justiça.