As consequências do desmate das florestas e o custo para se produzir alimentos sadios.

'O Homem, com suas “necessidades”, continua a explorar, consumir, tirar recursos da Terra de forma desregrada'

Por Ronaldo Costa Josino 13/08/2020 - 10:53 hs

 

Vivemos tempos apocalípticos na saúde do planeta Terra. Temos vivenciado epidemias e pandemias como nunca se viu na História da Humanidade.

O Homem, com suas “necessidades”, continua a explorar, consumir, tirar recursos da Terra de forma desregrada.

Pactos ambientais globais têm sido feito sem muitos efeitos. As nações dominantes da Terra, não abrem mão de seus Lucros a qualquer custo. As necessidades vitais da economia, têm sido colocados sempre em primeiro lugar. A vida sempre colocada em segundo plano. Nesse jogo de Empurra-empurra, potências se alfinetam, brigam entre si, tentando justificar um caos causado pela própria índole do capital e seus lucros extravagantes.

Por outro lado, ambientalista do mundo todo, fazem previsões sobre o futuro do planeta comentando a ausência de florestas. O que está ocorrendo na atualidade, não é totalmente desavisado. Previsões foram e continuam sendo feitas, sobre o risco do desmatamento e suas consequências para a vida humana. Dentre as consequências, citamos: aumento da temperatura do planeta, aumento de doenças tropicais (dengue, Chikungunya, Zica, gripes, etc)

“Em 1997, nuvens de fumaça pairavam sobre as florestas tropicais da Indonésia após a queimada de uma área com tamanho aproximado ao do estado americano da Pensilvânia para expansão agrícola, queimada essa que ainda foi agravada pela seca na época. Sufocadas pela névoa, as árvores não davam frutos, forçando a população de morcegos frugívoros a voarem para outros locais em busca de alimento, levando consigo uma doença mortal.

Logo que os morcegos se assentaram nas árvores de pomares malaios, os porcos que lá habitavam começaram a adoecer — presume-se que depois de comerem frutas já mordiscadas pelos morcegos — assim como os suinocultores locais. Até 1999, 265 pessoas haviam desenvolvido uma grave inflamação cerebral, 105 delas vindo a óbito. Foi a primeira manifestação conhecida do vírus Nipah em humanos, que, desde então, vem causando uma série de surtos recorrentes em todo o sudeste asiático.

Ela é apenas uma dentre tantas doenças infecciosas que, antes confinadas à vida selvagem, agora se alastram para áreas que estão sendo rapidamente desmatadas. Nas últimas duas décadas, cada vez mais evidências científicas sugerem que o desmatamento, ao dar início a uma complexa cadeia de acontecimentos, cria condições para que se espalhe entre os humanos uma vasta gama de patógenos mortais — como os vírus Nipah e Lassa, e os parasitas causadores da malária e da doença de Lyme.

Com as amplas queimadas que ainda continuam nas florestas tropicais da região amazônica, assim como em partes da África e do sudeste asiático, especialistas expressam preocupação quanto à saúde de quem vive às margens do desmatamento. Eles também temem que as florestas do nosso planeta deem origem à próxima pandemia.

“Já é algo bem estabelecido que o desmatamento pode ser um grande fator de transmissão de doenças infecciosas”, diz Andy MacDonald, ecologista especializado em doenças do Instituto de Geociências da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara. “Trata-se de um jogo numérico: quanto mais degradarmos e retirarmos os habitats florestais, mais expostos estaremos a situações de epidemias infecciosas. ” - Fonte: National Geographic Brasil

E aí, de quem é a culpa¿ Quem são os verdadeiros criminosos que causam tanta inquietude à saúde do planeta?

As respostas estão em nossas maneiras de viver e consumir. Nossa mesa, guarda-roupa, garagem, lazer, estão as respostas para tudo o que acontece de impactos ambientais na Terra. Temos uma mídia que está sempre à serviço do grande capital. Enquanto isso, vivemos um planeta desgastado, doente e pouco se faz para mudar esse quadro.

O   new way of life, é uma realidade global. A China, maior potência econômica e populacional da Terra, não anda mais de bicicleta. Anda de carro à gasolina. E aí como fica nossos recursos ambientais?

A população do planeta já passa dos 7 bilhões de seres humanos. Qual a nossa contribuição para adequação dos recursos para todos os nativos da Terra?

Encontros globais têm sido feito, tais como: Rio+ 10, ECO-92, Protocolo de Kyoto, etc, no intuito de conter tais abusos sobre os impactos do planeta. Porém, os países da linha de frente do capitalismo, não abrem mão dos seus lucros. Por outro lado, os países subdesenvolvidos e emergentes, que contam com grandes contingentes de analfabetismo, e pouco investimento em educação, não conseguem colocar em prática as políticas públicas ambientais discutidas nesses encontros. Aliado a isso, amargam grandes bolsões de miseráveis, desempregados, subnutridos, que muitas vezes dependem totalmente da natureza bruta para sobreviver.

Poderíamos citar o Brasil, como um exemplo disso, sendo um dos maiores catadores de latinhas do planeta. Isso, não implica em educação ambiental, mas na situação de miséria, desemprego, informalidade que nossa gente vem amargando na realidade socioeconômica do nosso país.

Entretanto, não podemos descartar por completo esse exemplo. É sem dúvida, uma contribuição sustentável importante nos acordos ambientais citados acima.

O fato é que estamos muito adaptados à forma confortável de viver. Pensamos que o bife que comemos todos os dias sai direto dos supermercados para nossas casas. Nem paramos um pouco para imaginar o custo ambiental de cada bife que chega à nossa mesa. Enquanto isso os ecossistemas continentais e marinhos, penam para nos sustentar. Tudo isso, tem um preço a se pagar ambientalmente.

Segundo o site Mundo Educação:

“O impacto negativo do homem no ambiente tem relação direta com a saúde, uma vez que necessitamos dos componentes do meio ambiente para a nossa sobrevivência. É impossível sobreviver sem acesso à água e ao ar, por exemplo. Se esses elementos estão comprometidos, nossa saúde também ficará.

A poluição da água causa diversos problemas de saúde, principalmente gastrointestinais, como o surgimento de diarreias. Além disso, podemos citar a cólera, a hepatite A, a giardíase e a febre tifoide como doenças causadas pela ingestão de água contaminada e que possuem relação direta com ações inadequadas do homem, como lançamento de esgoto não tratado em rios.

A poluição atmosférica também afeta diretamente a saúde, causando danos, principalmente, no nosso sistema respiratório. A poluição do ar está relacionada com o aumento dos casos de asma, bronquite e câncer de pulmão.

O desmatamento também pode levar ao surgimento de doenças em uma população. Isso ocorre porque, ao desmatar, estamos destruindo o habitat de várias espécies, que passam a procurar abrigo e comida nas áreas habitadas pelo homem. Entre esses animais, podem ser encontrados vetores de doenças, como certos mosquitos. ”

Não podemos esquecer que os 7 bilhões de seres humanos precisam se vestir, se alimentar, dentre outras necessidades vitais do ser humano. Entretanto, defendemos, um modelo sustentável, onde as futuras gerações possam usufruir também desses recursos.

A agricultura moderna, desempenha papel crucial no tocante a o abastecimento do mercado mundial. É notório, que o modelo antigo de produção agrícola, não daria conta de abastecer tantos mercados, porém, existem maneiras de preservar os recursos. Também é perceptível, que o capital controla todo escoamento de produção selecionando as melhores colheitas gerais para os países centrais.

“Os agrotóxicos são produtos utilizados na agricultura para matar pragas, eliminar doenças e acabar com plantas invasoras que podem prejudicar o desenvolvimento de uma plantação. Apesar dos benefícios para a agricultura, os agrotóxicos são extremamente nocivos para os seres vivos e podem desencadear contaminação e poluição do solo, água e até mesmo do ar.

O solo das regiões onde se pratica agricultura é frequentemente exposto aos agrotóxicos. Essa contaminação pode ocorrer em razão da aplicação direta dos produtos nas plantas ou, então, por intermédio da utilização de água contaminada e do contato com embalagens descartadas incorretamente.

Como o solo é capaz de reter grande quantidade de contaminantes, com o tempo, os agrotóxicos fragilizam-no e reduzem a sua fertilidade. Eles também podem desencadear a morte de micorrizas, diminuir a biodiversidade do solo, ocasionar acidez, entre outros problemas.

O ar também é exposto aos agrotóxicos, que podem ficar em suspensão. Esses produtos na atmosfera podem desencadear a intoxicação de pessoas e de outros organismos vivos que respiram o ar contaminado.

As águas também são frequentemente contaminadas por agrotóxicos. Segundo o IBGE, a contaminação dos rios por esses produtos só perde para a contaminação por esgoto. Nesse caso, rios e lagos podem entrar em contato com o produto mediante o lançamento intencional e por escoamento superficial a partir de locais onde o uso de agrotóxicos é realizado. ”

Em suma, podemos ter uma produção compatível com a realidade populacional do planeta, sem danificar o que ainda resta das matas do planeta.

Nota-se, que o custo que pagamos pela a ausência de florestas ou parte delas, é muito alto para a saúde da humanidade. As epidemias de cólera, dengue, febre amarela, dentre outras, tem feito incontáveis vítimas nesse tempo.

Espera-se, que a Ciência, encontre meios resolúveis para o equilíbrio da saúde geral do planeta. Aguarda-se também, que os governos, cumpram verdadeiramente as leis, invistam em educação ambiental e vejam isso não como gasto, mas como investimento. Nesses termos, certamente, teremos um futuro mais promissor e responsável diante da necessidade de uso dos recursos do nosso planeta.

 

Professor: Francisco Leal da Silva.

Disciplina: Geografia

Escola Estadual Coronel Solon e Escola Municipal Sagrado Coração de Jesus.

Grossos – RN

 

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